Desenvolva o prazer da competição do seu filho: A competição deve permanecer um jogo. A criança deve viver o torneio como um momento previligiado. Para
desenvolver o prazer da competição, é indispensável que ela ganhe com
mais frequência do que perde. Para isso, é preciso saber escolher
competições dum nível inferior, quando as derrotas são demasiado
frequentes.
Desenvolva o seu espírito desportivo: Que ele saiba bater-se no respeito pelos outros. A Agressividade, a coragem, a vontade, não são sinónimos de "ódio". O espírito desportivo deve estar na base da sua educação desportiva e o respeito pelos outros um valor incontornável.
Desenvolva progressivamente a autonomia do seu filho: Ensine-o a preparar o seu saco e deixe-o transportá-lo. Deve ser ele mesmo a apresentar-se ao juiz-árbitro. É
assumindo progressivamente o controlo que ele aprenderá a escolher as
boas decisões. E não se esqueça que no campo, ele estará só para fazer
as boas escolhas.
Apoie-o, sem nunca interferir durante os jogos: Pode
encorajar e apoiar sem demonstrar excessivamente. Mas não deve
interferir no desenrolar do jogo (arbitragem) e deve abster-se de dar
conselhos técnicos ou tácticos.
Felicite o seu filho quando ele tiver um bom comportamento: Qualquer
que seja o resultado, vitória ou derrota, não hesite em felicitá-lo, se
ele se comportar de forma combativa, corajosa, generosa e desportiva. Porque o essencial é que ele deu o melhor de si.
Permaneça positivo depois de uma derrota, o seu papel é encorajá-lo: Se ele der o melhor de si mesmo, tente ressaltar os elementos positivos, que lhe permitirão evoluir e ganhar o próximo jogo. Limite-se ao comportamento geral, o domínio técnico e táctico deve ser deixado com o treinador.
Respeite os adversários do seu filho, bem como os pais deles: Aperte a mão e felicite o adversário do seu filho. Ele seguirá o seu exemplo. Mantenha relações agradáveis com os pais dos outros jogadores. Vai vê-los regularmente nas competições e podem, talvez, ficar amigos.
Mantenha a motivação do seu filho, respeitando os períodos de repouso: Respeite os períodos de repouso indicados pelo treinador do seu filho. Mesmo
em repouso pode e deve continuar com a prática desportiva (outros
desportos). No regresso aos courts a sua vontade e motivação serão
maiores.
Tenha em mente que é a qualidade do treino, mais que a quantidade que faz o seu filho progredir: Um treino curto e intenso com uma concentração máxima vale mais que uma sessão longa onde o empenhamento não é total.
Tenha presente que o ténis do seu filho é antes de mais responsabilidade dele: É
ele que tem a raquete na mão, ganhe ou perca, é ele que investe ou não
na competição. Os esforços e sacrifícios indispensáveis para chegar a
campeão só podem ser feitos desde que aceites livremente.
Tenha confiança no treinador do seu filho. Ajude-o, mas não queira substituí-lo: Ele
foi formado para isso. Tem competências e uma experiência
insubstituível. Fale com ele, peça-lhe informações sobre o seu
trabalho, mas não intervenha em seu lugar. Ajude-o e apoie-o. Ou então
é você o treinador, e nesse caso não precisa dele.
NÃO
Glorificar excessivamente a vitória e dramatizar a derrota: Ao
glorificar excessivamente a vitória, arrisca-se que ele creia que
chegou ao topo, e incita-o involuntariamente a ficar satisfeito com o
adquirido. Ao dramatizar a derrota, você só consegue juntar à
decepção natural o stress em futuras competições, correndo o risco de a
prazo desencorajá-lo a competir.
Procurar realizar-se por intermédio das performances do seu filho: Se o seu filho triunfar é porque o ténis é a paixão DELE. Se você pelo contrário procurar impôr-lhe a sua ambição, arrisca-se a uma grande desilusão assim que ele for autónomo.
Aumentar, com a sua atitude, o stress da competição: Cada
atitude, cada gesto, cada palavra é apercebida por um jogador no campo.
Ele sente o que se passa à sua volta e o seu filho não é excepção à
regra. Uma atitude nervosa e crispada afecta-o bem como uma
expressão calma e serena tranquiliza-o, permitindo-lhe exprimir-se
melhor no campo.
Aceitar os maus comportamentos: Atirar bolas ou
raquetes, insultos, gritos, atitudes negativas. Não aceite nada disto.
Basta deixar passar alguns maus comportamentos para que se tranformem
em hábitos difíceis de corrigir.
Fixar objectivos demasiado elevados: Ao fixar objectivos demasiado altos e demasiado precisos, arrisca-se a bloquear psicologicamente o seu filho. Se ele não os alcança, terá um sentimento de fracasso e o medo em competição instala-se.
Utilizar a ironia e o sarcasmo para motivar o seu filho: O respeito, o apoio e o encorajamento são as melhores fontes de motivação.
Comparar as performances do seu filho com as dos seus colegas: Ele deve progredir em relação a ele próprio e não em relação aos outros. A sua progressão deve ser feita ao seu ritmo e pode ou não ser igual ao das outras crianças da sua idade.
Colocar o seu filho num pedestal: Ele não é o
melhor, o mais forte, o mais bonito e o mais inteligente. Mesmo que não
esteja muito longe, não faça dele uma "estrela", ajude-o a conservar os
pés na terra. É o melhor meio para progredir cada dia um pouco mais e atingir o melhor nível.
Culpabilizar o seu filho pelos investimentos que você faz: Não coloque pressão suplementar à competição demonstrando-lhe a que ponto você investe em tempo e dinheiro.