|
Guia dos Pais

O seu filho participa em competições?
- Como ajudá-lo a progredir?
- Vencedor e vencido - o que importa é cada um dar o seu melhor.
- Os pais têm um papel essencial na educação desportiva dos seus filhos.
SIM
-
Desenvolva o prazer da competição do seu filho:
A competição deve permanecer um jogo. A criança deve viver o torneio como um momento previligiado.
Para desenvolver o prazer da competição, é indispensável que ela ganhe com mais frequência do que perde. Para isso, é preciso saber escolher competições dum nível inferior, quando as derrotas são demasiado frequentes.
-
Desenvolva o seu espírito desportivo:
Que ele saiba bater-se no respeito pelos outros.
A Agressividade, a coragem, a vontade, não são sinónimos de "ódio".
O espírito desportivo deve estar na base da sua educação desportiva e o respeito pelos outros um valor incontornável.
-
Desenvolva progressivamente a autonomia do seu filho:
Ensine-o a preparar o seu saco e deixe-o transportá-lo. Deve ser ele mesmo a apresentar-se ao juiz-árbitro.
É assumindo progressivamente o controlo que ele aprenderá a escolher as boas decisões. E não se esqueça que no campo, ele estará só para fazer as boas escolhas.
-
Apoie-o, sem nunca interferir durante os jogos:
Pode encorajar e apoiar sem demonstrar excessivamente. Mas não deve interferir no desenrolar do jogo (arbitragem) e deve abster-se de dar conselhos técnicos ou tácticos.
-
Felicite o seu filho quando ele tiver um bom comportamento:
Qualquer que seja o resultado, vitória ou derrota, não hesite em felicitá-lo, se ele se comportar de forma combativa, corajosa, generosa e desportiva.
Porque o essencial é que ele deu o melhor de si.
-
Permaneça positivo depois de uma derrota, o seu papel é encorajá-lo:
Se ele der o melhor de si mesmo, tente ressaltar os elementos positivos, que lhe permitirão evoluir e ganhar o próximo jogo.
Limite-se ao comportamento geral, o domínio técnico e táctico deve ser deixado com o treinador.
-
Respeite os adversários do seu filho, bem como os pais deles:
Aperte a mão e felicite o adversário do seu filho. Ele seguirá o seu exemplo.
Mantenha relações agradáveis com os pais dos outros jogadores.
Vai vê-los regularmente nas competições e podem, talvez, ficar amigos.
-
Mantenha a motivação do seu filho, respeitando os períodos de repouso:
Respeite os períodos de repouso indicados pelo treinador do seu filho.
Mesmo em repouso pode e deve continuar com a prática desportiva (outros desportos). No regresso aos courts a sua vontade e motivação serão maiores.
-
Tenha em mente que é a qualidade do treino, mais que a quantidade que faz o seu filho progredir:
Um treino curto e intenso com uma concentração máxima vale mais que uma sessão longa onde o empenhamento não é total.
-
Tenha presente que o ténis do seu filho é antes de mais responsabilidade dele:
É ele que tem a raquete na mão, ganhe ou perca, é ele que investe ou não na competição. Os esforços e sacrifícios indispensáveis para chegar a campeão só podem ser feitos desde que aceites livremente.
-
Tenha confiança no treinador do seu filho. Ajude-o, mas não queira substituí-lo:
Ele foi formado para isso. Tem competências e uma experiência insubstituível. Fale com ele, peça-lhe informações sobre o seu trabalho, mas não intervenha em seu lugar. Ajude-o e apoie-o. Ou então é você o treinador, e nesse caso não precisa dele.
NÃO
-
Glorificar excessivamente a vitória e dramatizar a derrota:
Ao glorificar excessivamente a vitória, arrisca-se que ele creia que chegou ao topo, e incita-o involuntariamente a ficar satisfeito com o adquirido.
Ao dramatizar a derrota, você só consegue juntar à decepção natural o stress em futuras competições, correndo o risco de a prazo desencorajá-lo a competir.
-
Procurar realizar-se por intermédio das performances do seu filho:
Se o seu filho triunfar é porque o ténis é a paixão DELE.
Se você pelo contrário procurar impôr-lhe a sua ambição, arrisca-se a uma grande desilusão assim que ele for autónomo.
-
Aumentar, com a sua atitude, o stress da competição:
Cada atitude, cada gesto, cada palavra é apercebida por um jogador no campo. Ele sente o que se passa à sua volta e o seu filho não é excepção à regra.
Uma atitude nervosa e crispada afecta-o bem como uma expressão calma e serena tranquiliza-o, permitindo-lhe exprimir-se melhor no campo.
-
Aceitar os maus comportamentos:
Atirar bolas ou raquetes, insultos, gritos, atitudes negativas. Não aceite nada disto. Basta deixar passar alguns maus comportamentos para que se tranformem em hábitos difíceis de corrigir.
-
Fixar objectivos demasiado elevados:
Ao fixar objectivos demasiado altos e demasiado precisos, arrisca-se a bloquear psicologicamente o seu filho.
Se ele não os alcança, terá um sentimento de fracasso e o medo em competição instala-se.
-
Utilizar a ironia e o sarcasmo para motivar o seu filho:
O respeito, o apoio e o encorajamento são as melhores fontes de motivação.
-
Comparar as performances do seu filho com as dos seus colegas:
Ele deve progredir em relação a ele próprio e não em relação aos outros.
A sua progressão deve ser feita ao seu ritmo e pode ou não ser igual ao das outras crianças da sua idade.
-
Colocar o seu filho num pedestal:
Ele não é o melhor, o mais forte, o mais bonito e o mais inteligente. Mesmo que não esteja muito longe, não faça dele uma "estrela", ajude-o a conservar os pés na terra.
É o melhor meio para progredir cada dia um pouco mais e atingir o melhor nível.
-
Culpabilizar o seu filho pelos investimentos que você faz:
Não coloque pressão suplementar à competição demonstrando-lhe a que ponto você investe em tempo e dinheiro.
|